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Juazeiro do Norte, 100 Anos

sexta-feira, 22 de julho de 2011


Assim começa uma guerra...
Povo nobre e altivo do Crato, peço permissão para falar sobre o povo imundo do Juazeiro, que vive guiado por Satanás.

Essa frase bombástica foi proferida por um vigário pertencente a uma comitiva pastoral que visitava o Crato, pouco antes de Juazeiro do Norte – à época Joaseiro – sagrar-se independente. Foi o marco embrionário para a eterna rixa entre cratenses e juazeirenses.

Sabia-se que o povoado de Juazeiro estava sendo extorquido pelo Crato. Eram pesados os impostos cobrados e o retorno era por demais insuficiente para acompanhar o crescimento vertiginoso de Juazeiro. O embate editorial entre os jornais de Juazeiro – O Rebate – e de Crato – O Correio do Cariri – eram fervorosos. Uma verdadeira convocação para guerra.

Juazeiro estava levantando a bandeira da independência. “Morrer ou vencer pela liberdade de Juazeiro.” Após frustradas tentativas diplomáticas de tornar-se independente do Crato, foi necessário recorrer às preces e à pólvora. O povo de Juazeiro estava armado: rifles, espingarda, cacete, punhal e reza, muita reza. Crato até preparou exército para cobrar os impostos atrasados dos insurgentes. Quando viu a cena de um povo armado até os dentes, arregou. O jeito era fazer um acordo de paz entre Juazeiro e Crato que pusesse fim naquele barril de pólvora. E assim aconteceu: em 22 de julho de 1911, a Lei 1 028 foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará e criou a vila autônoma do Juazeiro.

...e o começo de uma nova história
A guerra não acabou por aí e o problema agora se tornou interno. Quem seria o novo prefeito de Juazeiro? A lista era grande e despontavam figuras ilustres: doutor Floro Bartolomeu, padre Alencar Peixoto, major Joaquim Bezerra... A briga foi intensa pela liderança do novo município. 

Contracorrente, o ponto final foi dado pela figura mais ilustre de todo o Ceará. Padre Cícero Romão Batista, o padim Ciço, nomeou-se prefeito da nascente e promissora Juazeiro. Isso provocou a fúria de alguns pretendentes ao cargo e a devoção dos fieis seguidores do santo do sertão.

E já se passaram 100 anos desde então. Juazeiro do Norte guarda outras grandes histórias dignas de memória, estudos e filmes. Uma cidade riquíssima culturalmente e mística por excelência, no berço do Cariri.


Hoje, Juazeiro do Norte é a maior cidade do interior cearense, mesmo tendo um território cinco vezes menor que o do Crato. Tem quase 250 mil habitantes e continuar a crescer vertiginosamente. A árvore que lhe emprestou o nome, Ziziphus juazeiro é tal qual essa cidade centenária: símbolo de resistência (por continuar viçosa mesmo em meio à mais rigorosa seca) e acolhimento (por sua copa frondosa que oferece agradável sombra em meio ao mais tórrido sol). 


Como diz o Hino do Centenário,


"Teu passado, Juazeiro, é glorioso.
Teu presente um pujante florescer
Teu futuro é grandioso
Construído com trabalho e com fé."

Dá-me um orgulho danado ter nascido nessa terra. E ter começado a minha história aí.

Contagem regressiva zerada... O que fazer com a obra mais representativa do centenário de Juazeiro?
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A arte de hoje

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011



Às vezes me pergunto o que é arte hoje em dia. Hoje, uma coisa qualquer pode ser uma fantástica obra de arte. Não precisa ser bem elaborada. Basta ter uma veia que se autointitule artística e que tenha um público alvo que aprecie uma idéia que pode beirar o ridículo para outro público. Aí está o terreno para explanações estéticas e conceituais do impacto da arte na modernidade. A arte hoje pode ser estranha, incongruente e insignificante para uma grande maioria. Isso por que, antes, artista mesmo, com dom, era admirado por qualquer um. Qualquer um se impressionaria com afrescos da Capela Sistina, com telas do Museu do Louvre ou com estátuas do Aleijadinho. Isso por que todos vêem ali uma arte que expressa uma mensagem direta, mesmo que intrigante. E não ligamos se há tom sobre tom, iluminação secundária ou qualquer outra conceituação artística. Simplesmente admiramos a obra, diretamente. E hoje? Bem, hoje você olha para um quadro branco ou uma geringonça pendurada ou jogada espetacularmente ao chão. Daí você, para entender – se é que é para entender -, começa a filosofar o por quê daquilo. Sai dali intrigado. Mas além de intrigado, não abstrai nada além de uma viagem alucinante em busca do que o autor quis mostrar. Essa mesma viagem é resultado talvez de uma idéia artística mergulhada ebriamente no mundo fabuloso dos efeitos psicóticos ou narcóticos. Ou não.

Aproveitando a deixa, me surpreendi com um trabalho que conferi, despropositado, no Centro Cultural Banco do Nordeste (Fortaleza). Encontrei, surpreso, um ensaio fotográfico feito em plena Praça Padre Cícero,no centro histórico de Juazeiro do Norte, em frente à fonte com a estátua de bronze do padre Cícero. Como nessas artes de hoje, saí intrigado e tive que registrar aqui. Presumo que deva ser algum registro de movimento por igualdade sexual ou coisa do gênero. Perdoe minha ignorância em não procurar o nome do artista ou sequer me informar sobre o que ele quis expressar com essas fotos. Isso fica a critério de cada um... Mas o padre Cícero, caramba, não aprovaria isso, logo embaixo do seu nariz.

No calorão de Juazeiro do Cariri, eis uma forma não convencional de se refrescar.
O guardinha municipal: "Aqui é terra de cabra homi, dotô!"
Essa, em particular, achei um desrespeito. E gay.


Trilha sonora dessa imagem: "Picolé caseiro Kariri, a qualidade é que faz a diferença".
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Icasa em 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010



Esse ano superou as expectativas para o Icasa. O Verdão do Cariri deu a volta por cima depois de um 2009 de extremos: de um lado, rebaixamento para série B do Campeonato Cearense, do outro, acesso à série B do Brasileirão. Vale lembrar que o Icasa foi o único representante cearense no Campeonato Brasileiro da série B, depois de mais de uma década de ausência. E representou bem, carimbando o passaporte para 2011.

Já não bastasse isso, o Romeirão, palco das mais incríveis partidas do Verdão, teve uma reforma considerável e também ganhou um placar eletrônico. Já era hora. Em 2011, especula-se ampliação do estádio e novos investimentos. Pena que não vai ser palco de algum jogo da Copa em 2014. - A proposito, comentário idiota esse meu.

O que deixa qualquer torcedor indignado é a receptividade da impressa sulista para com times cearenses. O próprio time do Ceará, que está na elite do futebol brasileiro e teve uma campanha memorável na série A do Brasileirão, segurando o segundo lugar por um bom tempo antes da Copa, foi alvo de preconceitos. Se o Ceará ganhava de qualquer outro time do Brasileirão, era zebra ou azar para o adversário. Com o Icasa foi parecido, senão pior. Quase ninguém no Brasil afora conhecia esse time do interior cearense. Mas no ano passado já mostrávamos para o que viemos quando derrotamos o Paysandu por 6 a 1 e subimos para a série B.

Era de impressionar as reportagens que referia o Icasa como forte candidato a rebaixamento. A revista Placar, conceituada no meio futebolístico, assim palpitou para o Verdão: "Rumo à Terceirona" e completou com termos como "questão de fé", "ajuda dos céus", "atletas inexperientes" e, claro, como não podia deixar de mencionar, "com fé em Padre Cícero, o time da cidade de Juazeiro do Norte, roga para permanecer na Segundona". Para a Placar, fica o recado: sim, vocês quebraram a cara!

Mas não é só a Placar que reduz os times do interior. No bem reputado globoesporte.com, cometeram um erro grotesco, que resolvi escancar aqui:

Dizer que o Icasa é um time "sem ambições", tudo bem... Mas dizer que é da cidade de Fortaleza, aí já é demais.

Mostramos bom futebol, bons jogadores e boa comissão técnica. Não é a tôa que no final do Brasileirão boa parte do time já estava em negociação para fazerem novos contratos fora. O Icasa, sabe-se, a cada ano revela jogadores. É uma vitrine de novos atletas. Pena que sempre são vendidos para dar retorno financeiro. Vamos ver se no proximo ano mantemos o nível do elenco e, quiçá, leve o título de Campeão Cearense. Não seria nada mal, depois de amargos vice-campeonatos. E seria um presente para a cidade de Juazeiro do Norte, no ano em que completa seu centenário.

E assim acabou o Brasileirão, o Verdão do Cariri garantiu sua permanência ficando em 12°. Enfim, o Icasa ganhou muito mais "em casa".
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Memorial Padre Cícero

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Estive acompanhando de perto as crônicas do aclamado biógrafo do Padre Cícero, Lira Neto, jornalista e escritor, que lançou, no ano passado, o livro Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão. Todas as sextas-feiras, no Caderno 3 do Diário do Nordeste, Lira também nos presenteia com suas "crônicas da aldeia", como ele mesmo intitula seus escritos. Acontece que, na semana passada, ele publicou um texto que chama a atenção para a situação de calamidade no Memorial Padre Cícero, local que guarda preciosos documentos históricos de Juazeiro do Norte e, evidentemente, a história do Ceará para o mundo.

Vale a pena ler o texto na íntegra, em seu site pessoal, clicando aqui.

Meu comentário: ler uma crônica dessas me dá uma trava na garganta. É repugnante o descaso público para com a história e memória, no geral. Em particular, para o meu adorado Juazeiro do Norte. E agora discutem a mudança do nome da nossa cidade de Juazeiro do Norte para Juazeiro do Padre Cícero, enquanto que nosso "Joaseiro", simplesmente, está perdendo documentos históricos em seu Memorial - localizado no coração da cidade - e quer perder até a originalidade de sua própria história. A única intriga com o nome da minha cidade natal era que eu, quando criança, pensava: "Juazeiro é do Norte é porque está no norte do Brasil, mas também é do sul do Ceará." Pronto! A divagação do nome da cidade devia acabar nesse pensamento infantil e ponto final. Mas parece até piada chegar a discutir mudança de um nome quando temos problema seriíssimos a resolver... Como se ninguém soubesse que Padre Cícero está para Juazeiro do Norte assim como a Torre Eiffel está para Paris. Que tal mudar o nome de Paris para: "Paris da Torre Eiffel"? Acho que os políticos parisienses devem ter coisas mais importantes para se preocupar, mesmo com o Museu do Louvre intacto, sem goteiras em suas preciosas peças históricas. Então, vamos esperar iniciativa do poder público até quando? Infelizmente, Juazeiro do Norte ou Juazeiro do Padre Cícero ou Joaseiro, enfim, qualquer um desses nomes para uma mesma cidade, parece caminhar ao progresso remendando seus defeitos com cola Durepox®.

Por falar em Memorial Padre Cícero, lembrei-me de uma romaria em 1° de novembro de 2004, quando eu e alguns de meus amigos camaradas saímos para conferir a romeirada no epicentro da fé dos romeiros do padre Cícero. Ali, pertinho do Memorial, fica a Igreja do Socorro, onde está sepultado Cícero, e ponto crucial para visitação de seus fiéis devotos.

Esse dia com a turma foi memorável. Saímos todos de camisas vermelhas munidos de gravadores para entrevistar os romeiros de maneira amadora, e câmera digital. Detalhe: câmera digital nesse tempo era tecnologia de ponta. Apesar de termos saído para tentar sermos cômicos, fizemos um valioso registro da época com as fotos e gravações. Batemos fotos de romeiros que, em pleno sol de meio dia, tiravam sua sesta em camas improvisadas com papelões nos arredores do Memorial. Também entrevistamos pessoas simples, humildes e acolhedoras naquela lugar, como vendedores de chapéu de couro, de rapadura, de terços, de santos de gesso, de peças de madeira que reproduzem a anatomia do corpo e de imagens emolduradas do Padre Cícero e de (outros) santos.

Num dos lados do Memorial, romeiros buscam uma sombra para descansar.


Improviso é marca registrada da nação romeira. Colchonetes de papelão ou de toalha são convidativos em meio ao tórrido sol de novembro em Juazeiro do Norte.


Pertinho do Memorial, está a Igreja do Socorro, com a imagem do padre Cícero devidamente colocada do lado de fora da igreja, já que ainda espera reabilitação.


Marcas da fé. Romeiros que alcançam a graça por se curar de um problema em alguma parte do corpo, compram essas peças de madeira, em dívida de gratidão ao seu santo padre Cícero.


Em meio a fotos de Cícero e (outros) santos, nota-se a presença de "aclamados" artistas como Sandy & Junior.


Mesmo sendo uma de minhas primeiras fotos em câmera digital, achei que essa mereceria um prêmio, afora a humildade. Se fosse foto preto-e-branco em polaroid, talvez...


Esse vendedor de chapéus nos levou a boas gargalhadas. Simplesmente perguntamos: 'Como vão as vendas?'. Ele disse, repetitivamente, por um minuto inteiro, sem mudar de assunto: 'A gente vende, vende, vende... Vende mesmo.'


Tudo bem, entrevistar o 'Pano Branco' não deu em nada...
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Então é Natal...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


Todo Natal é pregado aqueles votos de renovação de espírito, de vida. Tão bom seria se nós tivéssemos um tempo pra realmente refletir sobre o que mudar na vida pra ficar tudo melhor a cada ano, tanto espiritualmente quanto coletivamente. Mas parece que nós todos só corremos atrás de presentes, de dizer "Feliz Natal" e de encher a boca com a mesa apetitosa com um grande peru. Ao menos nos acolhemos com a família. E isso é o que há de melhor.

Mudando de assunto, dando um giro pela grande capital do Cariri, podemos ver que Juazeiro progride a passos longos. No ano passado, o natal estava sem luz. As praças estavam em reforma, não víamos lugares públicos que lembrassem essa época única do ano. Em 2009, com um novo governo municipal, notamos mudanças. A cidade está mais linda. Com novos ares. Com luz.

Assim está a praça Padre Cícero:

Essas bolas iluminadas estão parecendo aquelas do cenário do show acústico da MTV dos Engenheiros do Hawaii.

Mas no Cariri Shopping, me deparei com imagens que me traumatizariam na infância. Dá pra perceber que vários Papais Noéis estavam enforcados...

Acredite, não é uma foto de um campo de concentração nazista.

Olhe só esse Papai Noel enforcado... O pescoço quebrado, torcido até atrás do ombro. Uma grande perda!

Esse teve até as calças abaixadas. Daí você nota que, previsivelmente, todo Papai Noel é feito de metal e que não usa cueca.

...Mas mesmo assim o bom velhinho continua a sorrir, afinal.
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O que o Cariri tem

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


Mapa temático do turismo na região do Cariri, tirado do site do Governo Federal.

Ainda vou 'mapear' essa região por completo. Cariri amado.

Não tô fazendo merchandising do turismo cearense, mas a descrição do Pólo Cariri não poderia ser melhor:

Um lugar de rara beleza e também de muita fé. Juazeiro do Norte é um dos principais centros de peregrinação religiosa do país. A cidade é conhecida pelas igrejas, museus e pela imponente estátua do Padre Cícero Romão Batista. Ao mesmo tempo, a região do Crato, Barbalha, Nova Olinda e Santana do Cariri é cenário perfeito para o ecoturismo, com fauna e flora singulares, estâncias hidrominerais, grutas e cachoeiras. O lugar é ideal para as trilhas, caminhadas, ciclismo e esportes radicais. O Cariri, encravado na Chapada do Araripe, possui a maior formação fossilífera do mundo do período cretáceo, enquanto os antigos engenhos e casarões guardam um importante pedaço da história do Ceará. Berço da cultura nordestina, o Cariri é um destino plural. Uma mistura de costumes, lendas, belezas, crenças e sabores.

Desfrutemos. É bem ali!
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Estréia do Icasa no Cearense

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


O jogo do Icasa foi uma droga. O time precisa melhorar muito se quiser alguma coisa esse ano. [sensasionalismo/mode on] Seria bom trabalhar logo o time pra salvar de um futuro rebaixamento. Perder pênalti chutando uns dois metros depois da trave é difícil de acreditar. Perder outros gols de graça também é osso. [sensasionalismo/mode off] Mas é isso... Futebol! E próximo jogo em casa vai ser contra o Fortaleza..

O que compensa mesmo em ir pro Romeirão é a animação do time chegando em campo com todos seus mascotes, o pessoal conhecido, o ex-prefeito cumprimentando todos, ver o tempo passar no estádio até o anoitecer, as piadas, etc.

Resumo da partida:

O papagaio estiloso, mascote do Icasa, levantando a torcida.


O baixinho torcedor do Icasa também é presença garantida quando o verdão entra em campo.

Ex-prefeito Raimundão cumprimentando todo mundo antes da partida.


Nova língua portuguesa: Dengue passa a ser escrito "Deng".


O mosquito da Deng.

Aconteceu? Tá no Miséria.


Aconteceu? Tá no Miséria. [2]


0 x 2...


...1 x 2...


...Ainda 1 x 2...


...E acabou assim: Icasa 1 só "tento" e Boa Viagem, 2 "tentos".
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Campeonato Cearense

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Tá chegando o Campeonato Cearense e a animação nos estádios vai voltar. É show de bola assistir os jogos do Icasa no Romeirão. O que dá raiva é torcer tanto pro verdão e sempre ver ele ser vice-campeão por tantas vezes nos últimos campeonatos. Mas verdade seja dita: ganhando ou perdendo, é muito engraçado tudo o que acontece no estádio. A torcida se esgoelando, cobrando do treinador, do juiz, dos jogadores, gritando hinos de louvor ao time de coração... xingar o time adversário por pura brincadeira também faz parte!


Romeirão lotado: "Verdão, verdão - Tum-tum---tum-tum-tum-tum!"

Pena que outro grande time aqui de Juazeiro, o Guarani, foi rebaixado no campeonato do ano passado. Guarani e Icasa faziam partidas memoráveis pra dar o pontapé inicial do Cearense. Mas o verdão tá chegando com tudo, saindo invicto na pré-temporada. O primeiro jogo agora será contra o Boa Viagem, neste domingo, às 16h, no Romeirão... e logo depois do jogo, só lembrando, terá show do Biquini no Crato, "de grátis"!

A primeira rodada será assim:


Data Hora Local Mandante
Visitante
10/01 16h30 A definir Ceará x Quixadá
11/01 16h30 Alcides Santos Fortaleza x Itapipoca
11/01 16h30 Elzir Cabral Ferroviário x Horizonte
11/01 16h30 Romeirão ICASA x Boa Viagem
11/01 16h30 Junco Guarany x Maranguape


Links interessantes:
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Ano Novo, Vida Nova (?)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Nunca fui muito de acreditar que há transformações da noite pro dia. E é pura embriaguez dizer que um novo ano é uma nova vida. A não ser que alguém tenha nascido no dia 31 de dezembro...

Bem, e é verdade que isso vale também pra muita gente. Entra ano, sai ano e continuamos vendo injustiça - e tudo o mais que dela vem.

Passeando com uns amigos no último dia do ano e deparamo-nos com uma cena bastante comum... É aí que nos perguntamos: há vida nova pra quem leva uma vida à margem?


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Pão e Circo

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009


2009 vai começar com tudo aqui no Cariri! Os shows grátis de rock promovidos pelo Governo do Estado do Ceará em tempos de férias estão de volta! E Juazeiro e Crato estão na programação. Juazeiro com Paralamas dia 1º de fevereiro e Crato com Biquini dia 11 de janeiro. Por isso que eu digo que Juazeiro tem mais moral que o Crato!

Sei que isso tudo é a famosa "política do pão e circo". Pena que vemos mais circo que pão nas administrações políticas. Mas e daí, se vamos participar desse "circo"? Sendo rock, tá bom demais! Se bem que um showzim de Adriana Calcanhotto (dia 16) e até mesmo do Aviões (dia 3 ) não vai nada mal, né? rsrs! (mas esses são pagos...)

Se a organização desse evento for como a do show do Capital Inicial nas férias de julho, no Parque de Eventos Padre Cícero, vai ser do caramba! Eu pensava que pelo fato de ser show de graça, ia ser maior bagunça... Mas calou a boca de quem pensava assim. E teve até show pirotécnico!


Paralamas: certeza de mais um show memorável.


Biquini: será que dessa vez eles mudam o repertório?


- Programação completa:

DIA 09/01 - Biquini Cavadão - Sobral
DIA 10/01 - Biquini Cavadão - Fortaleza

DIA 11/01 - Biquini Cavadão - Crato
DIA 17/01 - Titãs - Fortaleza
DIA 18/01 - Titãs - Sobral
DIA 19/01 - Titãs - Canoa
DIA 23/01 - Jota Quest - Camocim
DIA 24/01 - Jota Quest - Fortaleza
DIA 25/01 - Jota Quest - Crateús
DIA 30/01 - Paralamas - Tianguá
DIA 31/01 - Paralamas - Fortaleza

DIA 01/02 - Paralamas - Juazeiro do Norte

 













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Fim de ano sem luz

domingo, 28 de dezembro de 2008


Nunca vi um Natal tão sem graça aqui em Juazeiro do Norte. Quase todas as praças estão em reforma e sem as típicas ornamentações do mês de dezembro. Pra se ver uma árvore de Natal na cidade é melhor visitar a casa de um amigo ou ir à casa da família Bezerra, em frente à Praça Padre Cícero, que é o único local da cidade que realmente lembra que estamos em festas de fim de ano, só que ali nem local público é. Sinceramente, só o comércio faz lembrar o fim de ano por aqui, a exemplo do Cariri Shopping. Mas pra quem se contenta com pouco, dá pra notar que a Praça da Prefeitura tem algumas luzes, que nada mais são que meros resquícios do Natal de vários anos atrás.

Lembro que quando eu era criança dava o maior valor a esse tempo de fim de ano, com a cidade toda iluminada, com árvores de natal etc. E hoje, o que as crianças de Juazeiro estão vendo além dos entulhos nas praças públicas nessa época? Ruim de ver pra quem aqui mora. Péssimo de ver pra quem aqui visita.


Fim de ano sem atrativos em Juazeiro: resta se animar com as decorações do comércio.

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Finde

domingo, 21 de dezembro de 2008


Esse fim-de-semana foi memorável. Meu amigo Gustavo me ligou perguntando se eu gostaria de ir a um jantar comemorativo depois de um jogo beneficente que houve no estádio "O Romeirão" que envolveu dois grandes ídolos da nação rubro-negra: Ronaldo Angelim (cearense cabra-da-peste!) e Obina (ídolo da nação rubro negra!).

Eu posso dizer que sou um torcedor fuleragem do Flamengo, por acompanhar muito pouco os jogos e apenas me contentar com a colocação do time no Brasileirão. O destino é irônico: muita gente se emocionaria em ver seus ídolos de perto e ainda mais em bater uma foto com eles e um autógrafo. Só sei que os caras foram bastante atenciosos e pacientes com os fãs...

Depois fomos de barriga cheia pra chopperia do Crato e a banda Nigh Life estava tocando... Admiro pra caramba os covers das mais variadas músicas (tipo Hotel California, I Believe In Miracles, Walk Of Life, Come As You Are etc.) que eles tocam. Ótimo fim de noite de sábado!

Vamos às fotos que tirei com meu pai (flamenguista) e meu irmão (são paulino... tsc!):


Angelim: bastante atencioso e humilde.


Obina: "eu 'estraçalho' o pé de quem pegar uma dividida de bola comigo!"


PS: quero deixar registrado que o maior torcedor do Flamengo que eu conheço é meu amigo Lula. Não preciso explicar nada. É só dar uma conferida no desabafo dele aí embaixo (clique na imagem para ampliar) agora há pouco no msn. Quase morro de rir! E ele ainda disse que ver os caras do Flamengo é como se eu tivesse a oportunidade de falar com os caras do Red Hot Chili Peppers! Vai sonhando...


Ei Lula, vão haver outras chances! Mas quero é ver tu me fazendo inveja com Red Hot, viu?
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O tempo passa na janela do meu quarto

quinta-feira, 31 de julho de 2008


Sabe aqueles momentos em que não se faz nada? Esse vídeo foi feito da varanda do meu quarto em Juazeiro. Coloquei a câmera filmando o tempo passar, literalmente. Foram umas 4 horas de gravação, até o anoitecer. Aumentei a velocidade do vídeo, coloquei uns efeitos toscos, uma música dos Engenheiros e deu no que deu. Foi uma tarde sem o que fazer, mas produtiva.

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