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Bloco de notas

quarta-feira, 22 de junho de 2011


Esse foi o título que dei para um antigo álbum de fotos, na época do Orkut. Nele, postava arquivos escaneados de desenhos com caneta porosa preta em um pequeno bloco de anotações.

Eu simplesmente abria o caderno em uma página em branco qualquer, soltava a imaginação e começava a rabiscar. Fiz aqui um revival com alguns dos desenhos já postados antes, seguidos de suas antigas legendas. Reabrir esse velho bloco de notas com preto-no-branco me fez rememorar e dividir, com quem quer que seja que estiver lendo e observando, esses meus traços. 

Essas são algumas de minhas ideias aleatórias instantâneas transmutadas em papel e agora em kbytes de memória.


Para ver ampliado, clique na imagem desejada.

Blarght!

Construção da Sociedade

De Seu Êxito À Janela De Exit, Ou O Sentido da Vida

Dreamroom

O Que Todos Querem Por Querer

Palavra De Quatro Letras, Começando Com A Letra "A"

Política De M*rd@!

Recado Dado

Zzz
PS: Todos os desenhos acima são de minha autoria, sem nenhum Copyright. Pode plagiar à vontade. Criação não é coisa feita por um só. Tudo deveria - idealmente - ser de todos, sem apoderação nem custeio de nada por ninguém.
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Subway to Venus

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011



Encontrei um livro chamado “1000 Obras-Primas da Pintura”. Bastou folhear para me apaixonar. É o tipo de livro que toda criança preguiçosa sonha em “ler”, já que tem mais figuras coloridas que texto. Ao menos na minha infância eu sempre busquei mais os livros repletos de desenhos, pouco importava o conteúdo. Mas esse livro tem ambos: conteúdo e cores. O livro mostra toda a longa caminhada das pinturas nos seus mais diversos estilos, desde o século XV até os dias atuais. Experimente folhear rapidamente esse volumoso livro das últimas páginas às primeiras. O contraste das obras é impressionante, fascinante, intrigante, instigante... e -ante.

As principais obras-primas da pintura são acompanhadas de comentários curiosos, além de uma curta biografia do pintor.

Não deixei de me surpreender a cada página - e não cheguei nem perto de ver 5% do conteúdo. Só pra dar um gostinho, resolvi aqui colocar um pouco do que encontrei sobre a obra O nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli. Essa clássica obra-prima todo mundo já conhece - está até em moeda de Euro e naquele seu livro de literatura do ensino médio - mas são várias as simbologias incutidas nela.


Conhecendo Botticelli...
Botticelli viveu entre 1445 e 1510 em Florença, filho de um cidadão abastado. Não se interessava muito por leitura, escrita ou matemática. Seu pai notou que seu filho nunca se tornaria um erudito, mas reconheceu seu dom pelo desenho e o pôs como aprendiz de um pintor monge. Botticelli admirava seu mestre, mas não era entusiasta do realismo que vigorava até então nas pinturas. Preferia, por assim dizer, pintar sonhos, ideais. Botticelli, sabe-se, nunca foi um grande pintor de fatos, não usava cores marcantes e era um péssimo anatomista. Mas tornou-se conhecido por seu dom de realizar obras que misturavam pintura e poesia, sonho e idéias abstratas.

...e destrinchando Vênus
O nome Vênus já mostra a influência clássica romana com a deusa do Amor, e não Afrodite, deusa grega. Diz-se que assim que você lança o olhar sobre a obra, encontra primeiramente o gesto tímido e recatado da mão esquerda de Vênus, no centro. Em seguida, o torso recurvado nos lembra que Botticelli pecava na anatomia inventando articulações. Contudo, seu traço realça um corpo feminino sinuoso, puro e um rosto introspectivo. Como a obra diz, trata-se do nascimento de Vênus, que como deusa já nasce adulta, no mar. O interessante é que ela é levada até praia, embarcada numa concha, que é impulsionada pelo Vento Oeste, simbolizado pelo Zéfiro. O Zéfiro, assoprando, é retratado raptando uma ninfa chamada Clóris, delicadamente abraçada ao seu corpo. Clóris simboliza aí o ato físico do amor. Na praia, as ondas calmas entregam Vênus à Hora, que simboliza a Primavera e o renascer, a qual aguarda a deusa recém-nascida com um luxuoso manto para cobri-la. Toda esta cena é permeada de flores típicas da primavera (rosas, mirto, flores de laranjeira, amentilhos). Essa pintura tem a dimensão de 1,73m por 2,79m e está exposta na Galleria degli Uffizi, Florença. Ô, eu lá!

Esse é o detalhe da obra que mais chamou minha atenção. Ah, Clóris e sua perninha...
Bem, tentei grosso modo resumir a cena da obra. No texto original do livro, fala também da disposição espacial e outras coisas técnicas que anseio em aprender um dia.

Pra esse papo não acabar sem outra coisa interessante, mas divertida:
Paródia com a turma da Mônica em "História em Quadrões"

Para ver dezenas de outras paródias do nascimento de Vênus, segue o link aqui.
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A arte de hoje

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011



Às vezes me pergunto o que é arte hoje em dia. Hoje, uma coisa qualquer pode ser uma fantástica obra de arte. Não precisa ser bem elaborada. Basta ter uma veia que se autointitule artística e que tenha um público alvo que aprecie uma idéia que pode beirar o ridículo para outro público. Aí está o terreno para explanações estéticas e conceituais do impacto da arte na modernidade. A arte hoje pode ser estranha, incongruente e insignificante para uma grande maioria. Isso por que, antes, artista mesmo, com dom, era admirado por qualquer um. Qualquer um se impressionaria com afrescos da Capela Sistina, com telas do Museu do Louvre ou com estátuas do Aleijadinho. Isso por que todos vêem ali uma arte que expressa uma mensagem direta, mesmo que intrigante. E não ligamos se há tom sobre tom, iluminação secundária ou qualquer outra conceituação artística. Simplesmente admiramos a obra, diretamente. E hoje? Bem, hoje você olha para um quadro branco ou uma geringonça pendurada ou jogada espetacularmente ao chão. Daí você, para entender – se é que é para entender -, começa a filosofar o por quê daquilo. Sai dali intrigado. Mas além de intrigado, não abstrai nada além de uma viagem alucinante em busca do que o autor quis mostrar. Essa mesma viagem é resultado talvez de uma idéia artística mergulhada ebriamente no mundo fabuloso dos efeitos psicóticos ou narcóticos. Ou não.

Aproveitando a deixa, me surpreendi com um trabalho que conferi, despropositado, no Centro Cultural Banco do Nordeste (Fortaleza). Encontrei, surpreso, um ensaio fotográfico feito em plena Praça Padre Cícero,no centro histórico de Juazeiro do Norte, em frente à fonte com a estátua de bronze do padre Cícero. Como nessas artes de hoje, saí intrigado e tive que registrar aqui. Presumo que deva ser algum registro de movimento por igualdade sexual ou coisa do gênero. Perdoe minha ignorância em não procurar o nome do artista ou sequer me informar sobre o que ele quis expressar com essas fotos. Isso fica a critério de cada um... Mas o padre Cícero, caramba, não aprovaria isso, logo embaixo do seu nariz.

No calorão de Juazeiro do Cariri, eis uma forma não convencional de se refrescar.
O guardinha municipal: "Aqui é terra de cabra homi, dotô!"
Essa, em particular, achei um desrespeito. E gay.


Trilha sonora dessa imagem: "Picolé caseiro Kariri, a qualidade é que faz a diferença".
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Arte na lista telefônica

quarta-feira, 24 de novembro de 2010


Einstein numa arte em... lista telefônica!
Um artista americano viu que aquela pilha de listas telefônicas velhas poderiam virar arte. E assim fez. Não é um simples desenho sobre uma página amarelada de lista telefônica. Foi feito algo parecido com uma escultura, pois essa arte salta a página, está em alto relevo. O nome do cara que teve essa ideia é Alex Queral, seu site é esse e vi essa matéria aqui.

O grande John Lennon

Jack Nicholson, o caricatural Iluminado
O humorista de Mr. Bean

Queral teve a brilhante ideia de colar as páginas da lista telefônica, esboçar um desenho de uma personalidade numa das folhas e depois ir esculpindo o rosto até a página em que tem as 3 letras iniciais do sobrenome da pessoa retratada. Tipo assim: a arte que retrata Jimmy Hendrix foi retalhada com lâmina de barbear até a página de iniciais "Hen". Achei impressionante o resultado.
Jimmy Hendrix, o rei da guitarra
 No detalhe de Hendrix, o alto-relevo das páginas esculpidas

Quem sabe alguém aqui do Ceará, povo criativo, faz uma arte dessas com padre Cícero, Patativa do Assaré, Rachel de Queiroz...
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Desenhos toscos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Quando pego um papel em branco e não me vem nada de instrutivo na cabeça pra desenhar, lembro-me daqueles desenhos ridículos - mas engraçados - que víamos em programas memoráveis como Chaves. Os desenhos toscos de amigos ociosos em meio a uma aula monótona também são válidos. Aqui está uma compilação de desenhos despretensiosos acompanhados de seu título.

Tabuleiro De Xadrez Para Principiantes


Máquina De Uma Tecla Só (vista lateral)


Carta Redigida Pela Máquina De Uma Tecla Só


Lápis Cuja Ponta Foi Apontada Várias e Várias Vezes


Um Mexicano Fritando Um Ovo (vista aérea)

O Sanduíche De Ovo

O Elefante (vista posterior)

A Chinforínfola (ou A Obra Modernista do Chaves)
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M. C. Escher

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009



Televisão passa muita porcaria. Mas quando você vê um programa interessante, se impressiona e agradece à casualidade que te fez apertar o botão do controle remoto naquele instante pra ver algo incrível na TV.

Só poderia ser algum programa educativo... Foi quando assisti um documentário chamado "Metamorfose", exibido pela TV Escola, que mostrava a vida e obra de Maurits Cornelis Escher, ou simplesmente M. C. Escher.

Escher (1898 - 1972) foi um artista plástico inovador, que nasceu na Holanda e produziu bastante na Itália. Sua arte se resumia em xilogravuras e litografias, que exploram o espaço e suas dimensões, com padrões geométricos incríveis que nos dão ideia de ilusão de ótica.

A obra que iniciava o documentário, como já disse, se chama "Metamorfose", e se trata destes painéis lineares consecutivos:

Metamorfose (I a IX) - M. C. Escher

Essa obra já nos convida a mergulhar no Universo criado por esse grande artista. E aposto que você vai se deparar com alguns desenhos bem conhecidos dele, mesmo sem nunca ter ouvido falar em quem fez. Algumas artes do mestre Escher que já tinha visto em algum lugar:

Desenhando as próprias mãos no papel... intrigante!

Dá pra notar que o encontro sai de uma simestria entre os corpos e se dá fora do plano do papel.

Queda d'água ou subida da água? Por essa imagem, disseram que Escher fumava maconha...

Um de seus muitos desenhos simétricos com duas ou mais interpretações.

A esfera de baixo está num plano, e daí surgem outras duas em 3D.

Dá pra notar que ele gostava de desenhar formas convexas.

Tipo de arte côncavo e convexo com vários planos.

Curiosidade... Quando criança, me deparei com uns rabiscos no papel que meu pai ensinou a fazer, que hoje me fazem lembrar o protótipo da arte de Escher, que lembra suas perspectivas. Tratava-se de uma arte simples, que começava com três traços em forma de "Y", que depois de completar o desenho nos mostrava três peixes entrelaçados... Fica difícil imaginar, mas até hoje desenho isso pra relembrar coisas da infância. É engraçado descobrir o impacto de artistas interessantes no cotidiano.

Pra finalizar essa overdose de Escher, vai um vídeo com montagens de sua obra:


O site do grande mestre Escher, que contém todas as suas obras, é esse:
http://www.mcescher.com/
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Endurecer-se sem perder a ternura...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


...ou melhor: rapadura é doce, mas não é mole não!

Gosto de tirinhas de jornal. Cearense sabe fazer humor em qualquer forma de expressão. Feras como Sinfrônio e Mino - pra citar apenas dois -, têm um talento indiscutível. Essa tira é de Lincoln Sousa. Se Che fosse cearense, assinaria a autoria da frase no balão da direita.
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Super-Heróis Decadentes

terça-feira, 11 de agosto de 2009


Um italiano chamado Donald Soffritti imaginou como seriam os super-heróis no fim da carreira. E deu nesse magnífico livro:
E assim ficou o Homem-Aranha decadente:

Seus vilões também envelheceram, e aí estão:
Elektro...
...Dr. Octopus...
...Abutre...
...E o parceiro do cabeça-de-teia, Demolidor:
Seriam legais HQs com esses caras desse jeito!

Para ver o blog do autor e outros heróis decadentes, clique aqui.
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